Localizado numa das artérias mais emblemáticas de Braga, a Avenida Central, o Museu Nogueira da Silva (MNS) tem origem no legado de António Augusto Nogueira da Silva, figura da burguesia comercial e financeira bracarense, à Universidade do Minho (1975/1977).
O filantropo, empresário e colecionador, que fez fortuna com a fundação da Casa da Sorte em 1933, deixou a sua casa com jardim e a sua coleção de pintura, escultura e artes decorativas (cerâmica, mobiliário, ourivesaria, vidros e tapeçaria) dos séc. XV a XX. Entre as peças mais emblemáticas, encontram-se um raríssimo “cassone” pintado italiano do séc. XV, classificado como Bem Móvel de Interesse Nacional, várias peças de marfim e porcelanas da China.
O edifício, projetado pelo arquiteto Raul Rodrigues de Lima, foi construído entre os anos 50 e 60 para dar resposta a necessidades de representação e acolher grandes eventos sociais. Prolonga-se por um amplo jardim de inspiração francesa e italiana, um refúgio verde no centro de Braga, onde a natureza, a arte e a história se encontram. Entre uma flora rica e variada, abriga obras cerâmicas de Jorge Barradas, painéis de azulejos holandeses do séc. XVIII, fontes e esculturas, entre as quais se destaca a de Apolo e Dafne, cópia do séc. XIX de um original de Bernini.
Também no jardim, junto à Casa do Chá, um espaço é dedicado à escritora Maria Ondina Braga, figura da literatura portuguesa contemporânea, natural de Braga. Aí é evocado o seu percurso literário e pessoal, a sua dimensão cosmopolita bem como a sua profunda ligação à cidade natal. O papel do MNS como centro de memória documental e visual é também reforçado pelos arquivos fotográficos de grande valor que acolhe.
O MNS abre-se à cidade como um espaço vivo de criação e reflexão, um local de conhecimento partilhado, de construção da memória e identidade coletivas e de encontro entre a arte, a investigação e a comunidade, através da divulgação da sua coleção e da sua programação de exposições e atividades.
O MNS pertence as seguintes redes: Rede Portuguesa de Museus (2004), Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC, 2026) e Rede Regional de Museus de Território da Região Norte (2025).
Direçãor:
António Gonçalves
Horário:
Encerra ao domingo, segunda-feira e feriados
Terça a sexta-feira | 10h - 12h30 e 14h - 18h
Sábado | 14h - 19h
Última entrada: 30 minutos antes do encerramento
Espaço Maria Ondina Braga: terça a sexta-feira
Casa do Chá: abril a dezembro
Preço:
Bilhete geral: 3€
Bilhete reduzido: 1,5€
Bilhete Espaço Maria Ondina Braga: 1€
Pagamento exclusivamente por cartão.
Entrada gratuita sob condições. O acesso ao jardim e às exposições temporárias é livre.
Para realizar a sua visita de forma autónoma, o MNS disponibiliza audioguias (PT/EN) e folhas de sala nos espaços de exposição. Visitas de grupo com guia requerem marcação prévia, com uma antecedência mínima de 15 dias







