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Noite Branca deu “salto qualitativo” com a aposta na dimensão cultural

Noite Branca deu “salto qualitativo” com a aposta na dimensão cultural 08/10/2026

A Noite Branca 2026 manteve o carácter popular que a tornou um dos maiores eventos da cidade e alargou a oferta cultural para lá dos concertos principais. Para Nuno Gouveia, administrador executivo da Faz Cultura – Empresa Municipal de Cultura de Braga e representante do Município na organização, este “salto qualitativo” resultou de uma programação mais diversificada e de uma maior ligação às entidades locais, com um evento que é cada vez mais relevante para os Bracarenses, mas também que cada vez atrai mais visitantes. 

A avaliação foi feita hoje na Associação Empresarial de Braga (AEB), na sessão de apresentação do estudo de impacto económico do evento, conduzida por Rui Marques, diretor-geral da AEB, e com intervenção de Daniel Vilaça, presidente da associação, que sublinhou a importância da Noite Branca para a cidade.

“Mais do que os números, que são evidentemente muito importantes, importa realçar o reforço da dimensão cultural da Noite Branca: os equipamentos culturais, os artistas locais e as estruturas da cidade a trabalharem em conjunto, como é o caso da AEB, um dos principais parceiros deste evento", afirmou Nuno Gouveia. O responsável garantiu que a próxima edição vai continuar a crescer em qualidade e na ligação aos agentes culturais: “A Noite Branca só faz sentido se os bracarenses sentirem que esta é a sua festa e que estão envolvidos nela. Vamos aumentar ainda mais a presença dos artistas locais”.

O estudo de impacto económico, apresentado pela AEB baseia-se nos pagamentos eletrónicos processados pela rede SIBS entre 31 de agosto e 6 de setembro e confirma o impacto do evento na cidade. A Noite Branca gerou um volume de negócios de 55,48 milhões de euros e um acréscimo económico estimado em 11,25 milhões de euros face aos períodos regulares do ano, com o consumo a prolongar-se para lá dos três dias principais.

Novos públicos e novas formas de visitar a cidade

A programação diversificada trouxe novos públicos a Braga e propôs novas formas de conhecer a cidade, com a participação de equipamentos como o MUZEU - Pensamento e Arte Contemporânea, o gnration, o Theatro Circo, o Museu dos Biscainhos, o Museu D. Diogo de Sousa, o FORUM Braga ou o Palácio de Raio. A reabertura do Museu da Imagem foi um dos momentos altos, destacando-se também as novas ofertas nas áreas do cinema, do jazz, das performances ou ainda dos espetáculos de videomapping ou de drones.

Durante os três dias do evento, as ruas encheram-se de gente, e a intenção foi sempre manter essa dimensão popular e, ao mesmo tempo, dar-lhe mais profundidade cultural. Os números confirmaram ainda que a aposta na programação de domingo trouxe mais valias para o comércio do centro histórico. 

Município de Braga, 08 de Outubro de 2026

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