O Executivo Municipal de Braga aprovou esta segunda-feira, 29 de junho, a revogação dos acordos de colaboração com os operadores de trotinetas elétricas partilhadas atualmente em atividade no concelho, determinando a suspensão deste serviço enquanto é preparada uma regulamentação municipal específica para a sua utilização no espaço público.
A proposta apresentada pelo presidente João Rodrigues assenta na necessidade de garantir uma utilização mais segura e equilibrada do espaço público, face ao aumento de ocorrências relacionadas com a circulação e o estacionamento destes equipamentos.
Desde o início de 2026, a PSP de Braga registou 37 acidentes de viação envolvendo trotinetas elétricas, dos quais resultaram 33 feridos - 31 ligeiros e 2 graves. Atualmente existem cerca de 500 trotinetas partilhadas operadas por duas empresas, com 240 pontos de partilha.
“Há oito anos fui eu que propus trazer as trotinetas partilhadas para Braga. Continuo a achar que a mobilidade suave é importante. Mas governar também é isto: olhar para a realidade como ela é, e não como gostaríamos que fosse. Vamos suspender a atividade das empresas de trotinetas partilhadas em Braga, para regulamentarmos melhor a sua utilização no espaço público. É parar para corrigir. É colocar a segurança das pessoas em primeiro lugar. A mobilidade do futuro só faz sentido se respeitar quem vive a cidade todos os dias”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues.
Nos termos da deliberação aprovada, os operadores dispõem de um prazo máximo de 60 dias para remover todos os equipamentos do território do concelho. Findo esse período, caso a remoção não seja efetuada, o Município poderá proceder à remoção coerciva, imputando os respetivos custos aos operadores.
Com esta decisão, o Município pretende criar um quadro regulamentar que permita compatibilizar a promoção da mobilidade suave com a proteção da segurança, da acessibilidade e da qualidade do espaço público, garantindo que futuras soluções de mobilidade respeitem os direitos de todos os que vivem e utilizam a cidade.
Município de Braga, 29 de Junho de 2026







