O Município de Braga apoiou, desde 2018, a esterilização de 2541 gatos assilvestrados. Estes números são resultado da implementação do programa CED – Capturar, Esterilizar e Devolver, uma estratégia que tem vindo a transformar, de forma consistente, a realidade das colónias felinas no concelho. Em 2025 foram intervencionados 807 animais, números que confirmam a continuidade e o reforço do compromisso municipal com o bem-estar animal e a saúde pública.
No terreno há sete anos, o programa procura travar a reprodução descontrolada de gatos de rua, garantindo simultaneamente melhores condições sanitárias e uma convivência mais equilibrada entre animais e comunidade. Na prática, a intervenção é acompanhada por associações locais de protecção animal (Abandoned Pets, APPANIBRAG, Abrigo da Luna, Amigatos da Milkinha e Mia Casa) e por uma rede de cuidadores que monitorizam diariamente as colónias.
Os animais mais jovens ou com comportamento ‘dócil’ são retirados das ruas e encaminhados para adopção responsável, abrindo caminho a novos ciclos em ambiente familiar. Em simultâneo, o controlo das colónias já existentes tem permitido reduzir gradualmente o número de felídeos em cada núcleo. Este facto resulta em impactos visíveis na tranquilidade dos bairros e na qualidade de vida dos próprios animais.
As intervenções médico-veterinárias (identificação electrónica, desparasitação, vacinação anti-rábica, esterilização, tratamentos e análises) são integralmente suportadas pelo Município por via do Programa Nacional ‘Cheque Veterinário’ e das verbas específicas do CED. No ano transacto foi disponibilizado um investimento global de 72.250€. Paralelamente, no Centro de Recolha Oficial de Braga, foram ainda intervencionados 291 gatos em contexto clínico.
Altino Bessa, vice-presidente da Autarquia, sublinha que os resultados alcançados são fruto de um esforço colectivo. “Estes números não se constroem sozinhos. São o resultado do trabalho em rede levado a cabo com dedicação pelas associações, voluntários e cuidadores que conhecem o território e acompanham diariamente as colónias”, afirma, deixando um profundo agradecimento a todos os que contribuem para esta causa.
O Autarca reforça que o Município tem plena consciência de que, sem estas parcerias, os resultados alcançados não seriam possíveis. Nesse sentido, destaca que o programa se tornou estrutural na política municipal de protecção animal, assumindo um papel central na estratégia do concelho. Reconhecendo a sua importância, o Município decidiu reforçar a verba atribuída ao programa, elevando o investimento para cerca de 72 mil euros.
“Estamos a falar de bem-estar animal, mas também de saúde pública e de qualidade de vida para a comunidade”, salienta Altino Bessa, defendendo que a promoção do bem-estar animal é uma responsabilidade colectiva e um sinal de maturidade cívica.
Entre números e procedimentos, o vice-presidente destaca ainda as histórias de proximidade que dão corpo ao programa, nomeadamente “voluntários que conhecem cada colónia pelo nome, moradores que colaboram na vigilância e processos de adopção que começam com um gesto simples de cuidado. Um trabalho discreto, mas contínuo, que contribui diariamente para redesenhar a relação do concelho com os animais”, conclui Altino Bessa.
Município de Braga, 03 de Fevereiro de 2026







