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Maria João e o projecto “Ogre”, Jerry Bergonzi Trio, Claudia Quintet, Heloísa Fernandes Trio e Jamie Baum Septet são as formações que, entre 4 e 13 de Março, passam pelo palco principal do Theatro Circo em contexto de “BragaJazz – Festival de Jazz de Braga”, que, na sua décima primeira edição apresentada à imprensa esta quinta-feira (25), se caracteriza por uma programação maioritariamente composta por nomes vindos do outro lado do Atlântico. «Como era habitual, não apostamos no jazz europeu», esclareceu José Carlos Santos, programador do certame. Na circunstância, em que esteve também presente Ilda Carneiro, a Vereadora da Cultura na Câmara Municipal de Braga, José Carlos Santos definiu esta edição do “BragaJazz” como «uma viajem transatlântica, especialmente direccionada para o Brasil». Nascido da criatividade de cinco músicos que juntaram competências distintas e universos sonoros não coincidentes, “Ogre” é o projecto que a 4 de Março (22h00) abre o festival com jazz português. Ao lado de João Farinha (piano), Júlio Resende (teclados), Joel Silva (bateria) e André Nascimento (guitarra), a cantora Maria João regressa ao palco do Theatro Circo com um trabalho que define como um «gigante devorador de várias línguas musicais». O programa deste «encontro promíscuo entre animais acústicos e máquinas digitais», desta «mescla entre real e virtual» que define “Ogre”, inclui composições próprias e temas forasteiros, de que são exemplo “Meu Bem Querer/ Torrente” ou “Goodbye Pork Pie”, entre muitos outros que vão constituir esta primeira noite de “BragaJazz 2010”. Internacionalmente reconhecido como “mestre do saxofone tenor”, Jerry Bergonzi chega a Braga a 5 de Março (22h00) em formato trio para uma noite de jazz que se distingue pela junção de sonoridades simultaneamente íntegras e inovadoras com um lirismo muitas vezes definido como clássico. Afastado dos palcos para se dedicar quase integralmente ao ensino, Jerry Bergonzi une-se a Andrea Michelutti (bateria) e a Dave Santoro (baixo) para apresentar, na segunda noite de festival, uma música aclamada pela crítica e aplaudida em festivais e salas de espectáculo de todo o mundo. Detentor de uma extensa discografia que documenta a entrega do compositor, educador e “performer” de Massachusets ao jazz, Bergonzi, que cedo demonstrou o seu interesse pela música, ao começar a tocar clarinete com apenas oito anos, despertou a atenção internacional com a banda “Two Generations of Brubeck”, que o integrou em digressões que passaram por palcos como o Carnegie Hall, Sidney Opera House, London’s Royal Festival Hall, Lincoln Center ou Hollywood Bowl. Autor do seu próprio sistema de ensino, que intitula de “Inside Improvisation”, Bergonzi é ainda responsável, como líder ou elemento de várias formações, pela edição de dezenas de trabalhos discográficos, pela criação de centenas de composições e por inúmeras colaborações que lhe garantiram, entre outros, um “Grammy” para Melhor Disco Jazz (1997), três “National Endowments” e o prémio “Best Jazz Album” em França pelo trabalho realizado com o pianista Khun. Liderado pelo baterista John Hollenbeck, a 6 de Março (22h00), Claudia Quintet, que na circunstância se faz acompanhar pelo pianista Matt Mitchell, chega de Nova Iorque para encerrar o primeiro fim-de-semana de BragaJazz 2010 com as novidades do jazz instrumental. Autores de quatro álbuns, que conquistaram a crítica internacional ao mesmo tempo que agradaram aos habituais apreciadores de jazz, John Hollenbeck (bateria), Tim Collins (vibrafone/ percussão), Ted Reichman (acordeão), Chris Speed (clarinete, saxofone tenor) e Drew Gress (baixo acústico) apresentam uma instrumentação original para criar um género que até ao momento foi definido como “inclassificável”. Capaz de inspirar públicos num festival “noise” mexicano tão intensamente como num concerto de uma sala conceituada vienense, o Claudia Quintet tem maravilhado audiências com um som soberbo, tecnicamente engenhoso e apaixonante. Respondendo à ambição de José Carlos Santos de trazer ao BragaJazz um nome proveniente do Brasil, a pianista Heloísa Fernandes junta-se ao percussionista Ari Colares e ao baixista Zeca Assunção para apresentar o álbum “Candeias” na noite de abertura do segundo fim-de-semana do festival (12 de Março, 22h00). Inspirada na crença de Mário de Andrade, de que os compositores brasileiros poderiam encontrar a alma do Brasil no folclore brasileiro, Heloísa Fernandes, que regista em Braga o seu primeiro concerto no continente europeu, apresenta-se ao público bracarense com um trabalho que surpreende por não se assemelhar à forma como a música tradicional brasileira é hoje interpretada. Inspirada por algumas das melodias folclóricas do seu país de origem, a autora de “Melodias do Brasil – Identidade e Transformação” traz uma selecção de temas em que a pulsação e ritmos fortes dão lugar a um mundo delicado e introspectivo. A encerrar a décima primeira edição do certame (13 de Março, 22h00), Jamie Baum regressa a Braga para, em formato de septeto, trazer a palco o lado mais instrumental da música jazz. Flautista internacionalmente reconhecida e galardoada, Jamie Baum lidera um agrupamento composto por Ralph Alessi (trompete), Douglas Yates (saxofone alto e clarinete baixo), Chris Komer (trompa), Aaron Goldberg (piano), Jeff Hirshfield (bateria) e Johannes Weidenmueller (baixo), que interpreta composições originais e trabalhos da própria. Para além do reconhecimento enquanto intérprete jazz, a experiência de Baum com a música clássica e o seu desempenho enquanto compositora, levaram-na a perspectivar caminhos através dos quais poderia expandir o formato tradicional do jazz, criando um papel mais integrado para a flauta num ensemble jazz. A par dos concertos desenvolvidos no palco do Theatro Circo, o BragaJazz 2010 expande-se ainda a concertos “after hours”, que este ano são acolhidos pelo restaurante “Brac”, ao Largo das Carvalheiras. Neste espaço apresentam-se o Quarteto de Ohad Talmor/André Fernandes (EUA/Portugal) (5 de Março), Quarteto de Mário Santos (6 de Março), Quarteto de Sara Serpa (12 de Março) e o Quarteto de Xacobe Martinez Antelo (Galiza) (13 de Março). No contexto da «festa do jazz» destaca-se ainda a exposição “Electricity + East Coasting”, que o Museu da Imagem tem patente até 28 de Março. Da autoria de António Júlio Duarte e Rodrigo Amado, respectivamente motorista e saxofonista da banda “Humanization 4tet”, o projecto é composto por um conjunto de imagens recolhidas ao longo de uma deslocação do colectivo nos Estados Unidos da América.
Os ingressos, a 10 euros para cada concerto, estão disponíveis em http://www.theatrocirco.bilheteiraonline.pt e na bilheteira do Theatro Circo. A aquisição de ingressos para os cinco concertos usufrui de um desconto de 20 por cento.
O acesso aos concertos “after hours” no restaurante “Brac” tem o valor de 5 euros (bilhete normal) e 3 euros (para os espectadores que apresentem o ingresso do concerto do Theatro Circo).
Mais informação: Luciana Queirós da Silva (imprensa@theatrocirco.com ou 913 093 094) ou em http://www.mariajoao.org, http:/www.oncproducoes.com, http:/www.jerrybergonzi.com, http:/www.johnhollenbeck.com, http:/www.myspace.com/heloisafernandes, http:/www.jamiebaum.com, http:/www.theatrocirco.com, reservas@theatrocirco.com e no “call center” 253 203 800.
Gabinete de Comunicação/João Paulo Mesquita
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