• Portadores de cartão Jovem Munícipe, Jovem ou Bragacard.
• Reformados devidamente identificados.
• Estudantes e Professores devidamente identificados.
• Visitantes com idade igual ou superior 65 anos.
• Visitantes portadores de deficiência.
• Famílias numerosas - Dois adultos com dois ou mais filhos, sendo que um dos pais beneficia do desconto, e os restantes permanecem sujeitos ao preçário em vigor.
Isenções
• Crianças até aos 14 anos inclusive.
• Investigadores, Jornalistas e Profissionais de Turismo no desempenho das suas funções, desde que devidamente identificados.
• Professores e alunos de qualquer grau de ensino, no âmbito de preparação de visitas de estudo, e execução das mesmas, desde que comprovado documentalmente a sua condição (cartão pessoal) e o contexto da visita (por documento emitido pela respetiva instituição de ensino), ou com pedido de visita devidamente oficializada junto deste município.*
• Trabalhadores do município devidamente identificados.
• Publico em geral aos domingos e feriados até às 14.00h
€3.00 - Bilhete Único (Bilhete de acesso aos espaços “Termas Romana do Alto da Cividade” e “Fonte do Ídolo”)
* Exigência de marcação prévia
Informação histórica
"As termas do Alto da Cividade foram construídas nos inícios do século II, juntamente com um teatro anexo, situando-se perto do fórum administrativo de Bracara Augusta. Classificadas como Monumento Nacional, as termas, tal como o teatro, inserem-se numa área arqueológica vedada e protegida. Este balneário público foi descoberto em 1977.
Reconhecida a sua importância arqueológica, as escavações prosseguiram até 1980, tendo sido interrompidas e retomadas já nos anos 90. O estudo do monumento foi dado por concluído em finais de 1999. Tal como aconteceu com quase todas as termas públicas do mundo romano, o balneário do Alto da Cividade sofreu várias remodelações, sendo possível definir, pelo menos, quatro fases na sua evolução arquitetónica até ao seu abandono entre finais do século IV / inícios do V."
Professora Doutora Maria Manuela Martins
Evolução arquitetónica das termas...
Fase I – inícios do século II
As termas do Alto da Cividade foram construídas sobre um edifício anterior, parcialmente integrado na construção. O primeiro projeto arquitetónico das termas corresponde a um edifício com orientação NO/SE, de forma retangular alongada, com cerca de 40 metros de comprimento por 12 metros de largura. Dentro deste edifício existiam vários compartimentos frios e quentes que permitiam aos utentes cumprir o serviço de banhos, circulando das áreas frias para as quentes. Existiam ainda várias áreas de serviços, onde se localizavam as fornalhas que asseguravam o aquecimento das salas quentes e se armazenava o combustível. A poente do edifício estendia-se uma ampla palaestra, que se desenvolvia até ao limite do tabuleiro. No lado norte, a palaestra estava limitada por um muro que definia um dos lados de uma rua, bastante inclinada, que circundava o teatro.
Fase II – finais do século II / inícios do século III
As termas foram remodeladas ainda no Alto Império para ampliação da área de banhos e para facilitar a circulação interna no edifício. O balneário manteve a orientação NO/SE e a forma retangular que já possuía, sendo aumentada a área de banhos na direção poente. Foram construídos novos espaços, designadamente, uma piscina fria, três novas salas frias e mais uma sala quente. Na área de serviços norte foi implantada uma cisterna que garantia a necessária água limpa para o funcionamento da piscina, construída no interior do edifício.
Fase III – finais do século III / inícios do século IV
Entre finais do século III / inícios do século IV as termas foram alvo de uma profunda reforma, que transformou a disposição interna das salas reservadas aos banhos e a aparência exterior do edifício, o qual se tornou simétrico, com uma fachada avançada sobre a palaestra. As principais alterações afetaram as áreas sul, este e oeste do balneário. Na parte norte foi inutilizado o anterior caldarium. A sul, foram entulhados vários compartimentos para implantar um novo apodyterium. O mesmo aconteceu na parte este da área de banhos, facto que permitiu criar um amplo frigidarium. A oeste daquele novo espaço foram construídas quatro novas salas aquecidas.
Fase IV – meados do século IV
Em meados do século IV as termas foram objeto de uma última reforma. As transformações ocorreram no interior da área de banhos com a passagem do anterior caldarium a área fria. A construção de uma nova fornalha na fachada oeste das termas transformou os tepidaria centrais em caldaria. Por sua vez, a redução do número de salas quentes inutilizou a área de serviços norte, usada até então como área de armazenagem. Este espaço transformou-se em área aberta, onde poderá ter sido instalada a nova palaestra, uma vez que a anterior, que existia a poente do balneário, foi inutilizada.
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