Relativamente à população sem-abrigo, entende-se toda a situação em que uma pessoa durante o período mínimo de uma semana, se encontre a dormir num local público, ou seja, na rua, num abrigo, ou em qualquer outro local que possa ser considerado de algum modo como um espaço temporário.
Encaminhamento
- As situações sinalizadas de jovens entre os 17 e os 30 anos, sem abrigo ou sem retaguarda familiar e em risco, deverão ser encaminhadas para o Centro Acolhimento e Formação Jovens em Caminhada (CAFJEC).
- Relativamente às situações de indivíduos sem abrigo com mais de 30 anos, deverão ser encaminhadas para o Centro de Acolhimento Temporário ou Centro de Acolhimento de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa/Delegação de Braga.
- Em qualquer situação poderá sempre contactar o Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Braga ou a Linha Nacional de Emergência Social - 144
Eixos de Intervenção Social com a População Sem Abrigo
- Promover ou acompanhar atividades que visem categorias especificas de munícipes com processos de exclusão social
- Estabelecer relações do município com instituições privadas e/ou públicas de Solidariedade Social
- Ajudar a promover e apoiar projetos e ações que visem a (re) inserção socioprofissional desta população
Conheça os Recursos Locais onde se pode dirigir...
Centro Distrital de Segurança Social de Braga
Localização: Praça da Justiça tel: 253 623 080
Cruz Vermelha Portuguesa - Delegação de Braga - Centro de Acolhimento e Triagem
Localização: Lugar da Agrinha - Nogueira tlm. 918 611 331
Equipa de Intervenção Directa
tlm. 918 611 326
Centro Local Apoio Imigrante
Localização: Rua Machado Owen tel. 253 264 342
Cáritas Arquidiocesana de Braga
Localização: Rua dos Falcões tel. 253 263 252
Centro Acolhimento Formação Jovens em Caminhada
Localização: Rua S. João, nº 3 tel. 253 215 165
Integração de Pessoas Sem-Abrigo
As grandes linhas da Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas Sem-Abrigo, nomeadamente os seus princípios orientadores, os quais consagram os direitos de cidadania, a promoção de igualdade de oportunidades e de género, o reconhecimento da multidimensionalidade e complexidade do fenómeno, a importância da definição de medidas ao nível da prevenção, da intervenção e do acompanhamento, que deverão ser implementadas e operacionalizadas através da mobilização do conjunto de entidades públicas e privadas, de forma integrada e centrada na pessoa sem-abrigo.
Na medida em que é necessário que a resposta seja dirigida a um alvo bem definido e passível de operacionalização, a Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas Sem-Abrigo apresenta o seguinte conceito de pessoa sem-abrigo: “Considera-se pessoa sem-abrigo aquela que, independentemente da sua nacionalidade, idade, sexo, condição socioeconómica e condição de saúde física e mental, se encontre: • sem teto – vivendo no espaço público, alojada em abrigo de emergência ou com paradeiro em local precário; • sem casa – encontrando-se em alojamento temporário destinado para o efeito.”
A Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas Sem-Abrigo definiu um conjunto de orientações gerais e compromissos de diferentes entidades públicas e privadas, baseada no respeito pelos direitos de cidadania, cuja implementação deve ser realizada a nível local, no âmbito dos CLAS, com base em planos específicos e adequados às necessidades locais, de acordo com o modelo de intervenção integrada.
Considerando estas orientações e o trabalho desenvolvido a nível local com a população sem-abrigo definiu-se um modelo de intervenção e acompanhamento, com as necessárias adaptações às especificidades e realidades existentes.