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Ex-Albergue Distrital - Casa Romana |
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Cangosta da Palha - Necrópole Romana/Alto Medieval |
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Frigideiras do cantinho - Casa Romana |
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Escavações de Bracara Augusta
A partir de 1976 a arqueologia transformou-se em Braga numa actividade regular e profissional, facultada pela constituição de uma equipa que se foi ampliando e especializando.
Desde então, e até à actualidade, realizaram-se em Braga largas dezenas de intervenções arqueológicas que compreendem, desde simples acompanhamentos de obras para instalação de infra-estruturas de electricidade, telefones e, mais recentemente, de gás, numerosos salvamentos realizados em locais sujeitos a melhoramento, construção e reabilitação urbanas e escavações programadas para estudar edifícios, como aconteceu na colina do Alto da Cividade e nas Carvalheiras.
Cerca de 26 anos após a sua criação, o Projecto de Bracara Augusta é hoje um projecto inter-institucional. Nele participam a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, criada em 1977, entidade responsável pelo projecto, o Museu D. Diogo de Sousa, revitalizado em 1980, responsável pelo espólio e pelas ruínas e o Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal, criado em 1992, que actua preferencialmente na área do Centro Histórico de Braga.
A acção conjugada destas instituições, com actividades e responsabilidades complementares, permitiu acumular uma enorme quantidade de dados relativos ao urbanismo e arquitectura pública e privada de Bracara Augusta. As escavações permitiram ainda identificar as necrópoles, os vestígios soterrados da muralha tardia, construída entre finais do séc. III/ inícios do IV, bem como testemunhos de antigas zonas artesanais da cidade.
Para além do notável conhecimento propiciado pelas escavações realizadas estas permitiram ampliar o património histórico de Braga. Consoante o estado de conservação e o interesse das ruínas descobertas foi possível encontrar soluções diversificadas para a sua valorização. Algumas áreas arqueológicas foram classificadas e protegidas, como aconteceu com a Colina do Alto da Cividade e o quarteirão das Carvalheiras. Noutros casos procedeu-se à musealização de núcleos de ruínas conservadas no subsolo, como acontece nas Frigideiras do Cantinho ou no edifício da actual Bibliopolis, prevendo-se ainda a musealização de outros conjuntos de interesse. Noutros casos as ruínas foram conservadas sob níveis de utilização artificiais, como sucede no Seminário de Santiago. Finalmente, noutros casos as ruínas foram sacrificadas, depois de realizado o respectivo estudo.
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