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Informação sobre o Projecto
As escavações arqueológicas sistemáticas realizadas em Braga, desde 1976, permitiram descobrir a primitiva cidade romana de Bracara Augusta, fundada pelo imperador Augusto, provavelmente no ano 16 antes da nossa era. Os estudos entretanto realizados, com base nas ruínas e materiais descobertos, foram revelando, a pouco e pouco, uma cidade de grande dimensão, perfeitamente estruturada em quarteirões limitados por ruas, definindo uma malha ortogonal geométrica. Simultaneamente, foram-se acumulando as evidências sobre espaços, equipamentos, edifícios públicos e núcleos habitacionais.
O conhecimento relativo ao urbanismo e arquitectura da Braga romana e o potencial oferecido pelas novas tecnologias de informação, designadamente no domínio da computação gráfica, determinou a concepção de um projecto que, sustentado nessa tecnologia, permitisse dar visibilidade alargada aos resultados das investigações arqueológicas.
Visando este objectivo, a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho criou, em 1998, um laboratório multimédia que viria a ser responsável pelo primeiro modelo virtual do conjunto da cidade de Bracara Augusta, privilegiando dois momentos cronológicos: o séc. II e o séc. IV. Simultaneamente, foram realizados modelos virtuais dos equipamentos e edifícios conhecidos, como aconteceu com as termas públicas do Alto da Cividade e a casa romana das Carvalheiras, os quais incluem restituições funcionais dos espaços e mobiliário. Tornou-se, assim, possível penetrar numas termas romanas e visitar a casa de um ilustre cidadão de Bracara Augusta do século II.
Os modelos construídos estão em exibição numa rede de quiosques multimédia distribuídos pela cidade, cuja concepção se deve ao Centro de Computação Gráfica de Coimbra.
Esse projecto viria a colher todo o entusiasmo da Fundação Bracara Augusta e da Câmara Municipal de Braga, as quais viabilizaram os necessários apoios financeiros.
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